O avanço das
tecnologias evidenciado pela internet, pela computação móvel e pela difusão digital possibilitou a criação
de novos produtos e novas formas de comunicação e compartilhamento de
conteúdos.
Dessa revolução, inicialmente, compreendida
como economia digital, surgiram novos modelos de negócios e novas formas de
competição por mercados, caracterizando uma economia criativa, hoje assunto estratégico na pauta dos programas
de modernização e desenvolvimento de muitos países.
No Brasil, o tema passou a contar com atenção
especial de uma secretaria de estado vinculada ao Ministério da Cultura (MinC)
denominada Secretaria de Economia Criativa.
Na era do conhecimento, o talento e a criatividade constituem ativos intangíveis cada vez mais importantes no âmbito das organizações. Porém, produtores e empreendedores que atuam no mercado dos negócios criativos no Brasil ainda precisam desenvolver a sustentabilidade desses empreendimentos, adquirir independência de recursos do estado e ganhar profissionalismo e longevidade em seus negócios. Há de serem desenvolvidas competências para gerir o empreendimento, de modo a gerar um fluxo de receitas constante e autônomo, visando à sustentação a médio e longo prazos. Torna-se fundamental, portanto, estimular modelos inovadores para o desenvolvimento da economia criativa brasileira.
A economia criativa no Brasil
Para o Ministério da Cultura, a economia criativa compreende o ciclo de criação, produção,
distribuição/difusão e consumo de bens e serviços caracterizados pela
prevalência de sua dimensão simbólica. Segundo a Unctad, em seu relatório sobre
o tema editado em 2010, economia criativa é um conceito em evolução,
baseado no potencial dos recursos criativos para gerar crescimento econômico
e desenvolvimento.
Esses recursos podem
estimular a geração de renda, criação de empregos e receitas de
exportação, enquanto promovem a inclusão social, diversidade cultural e
desenvolvimento humano. Abrangem os ciclos de criação, produção e distribuição de
bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos
primários.
O resultado do
trabalho realizado em Brasília com a presença de representantes das unidades
estaduais do Sebrae, em maio de 2012, definiu economia criativa como o conjunto
de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade,
intensivos em conhecimento, gerando valor econômico.
É nesse contexto que
o Sebrae propõe o termo de referência para direcionar a sua atuação nesta
economia.
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